liminal spaces
de espaços vazios a corredores infinitos.
Não existem momentos certos para dizer a verdade, mas estamos sempre a um passo de o fazer. Podemos confirmar as suspeitas na nossa cabeça, ou rejeitá-las, suportar só mais um dia de incerteza, ou rasgar a ideia de futuro, chegar ao berço da mudança, ou ficar no meio, a contemplar a transitoriedade da nossa existência. As possibilidades são do tamanho da nossa generosidade e quanto mais dispostos estivermos ao que o mundo tem para nos mostrar, maior será a dádiva. De um ponto de vista metafórico e espiritual, é nisto que acredito - na luz de uma nova oportunidade.
Pergunto-me se alguma vez serei capaz de olhar para as coisas de maneira diferente, pergunto-me se a graciosidade se manterá em mim por muitos anos, ou se acabarei excomungada por não ter confirmado os sinais de mudança ao longo da vida. Enquanto aceito o nascer de mais um dia, vejo estas questões a pairar, a pousarem discreta e silenciosamente sob o véu que me protege e o único que conheço, aquele que é feito de todos os meus medos e desejos, das matérias indefinidas e por definir.
Se há coisa que sinto nos últimos tempos é que estou outra vez em fase de mudança. Quando o digo assim, parece até que é um grande ponto de viragem, um salto vertiginoso, um desvio. Mas não. Todas as mudanças que se dão parecem acontecer por baixo do véu sob o qual assentam todas as questões reservadas ao espaço do que é indecifrável. Estou em fase de mudança, na medida em que me encontro num espaço distinto, um que separa aquilo que fui do que serei. O tema que partilhei há umas semanas pode ter sido só mais um sinal dessa inevitabilidade, mas o sentimento de reflexão não está apenas nas minhas amizades, mas em tudo aquilo que toco.
Como se a luz de um novo dia me desse razões para acreditar que posso ser outra coisa do que aquilo que fui. Por estranho que possa parecer, a verdade é que me sinto muito mais próxima de algo que ainda não conheço do que aquilo que já vivi. Estou no espaço de transição entre duas realidades, uma terra de ninguém. Neste extremo, entre o familiar e o desconhecido, encontro memórias passadas e imagens futuras, um misto de nostalgia e estranheza. Não sei se sentem o mesmo, ou se pensam nestas coisas, mas acreditando que sim, deixo-vos o meu sentimento para que o tomem como vosso.
Partilhar é um ato que resiste ao tempo. Neste processo livre de expressão, não me encontro apenas a mim, mas a outros que vieram antes de mim. Como ponte invisível, este espaço acaba por me levar até momentos que se revelam mais distintos do que aquilo que alguma vez poderia imaginar.
Ninguém escreve de forma honesta por vaidade. Todos os que o fazem por amor, ou necessidade, fazem-no para dar sentido ao mundo, às pessoas, a si mesmos. Dessa criação surge o valor incalculável da partilha. Não será esse o propósito de toda a arte?
Para mim, esse valor acrescido é um propósito a seguir; é através da partilha que o sentido do meu mundo toma forma, que as coisas se tornam palpáveis, mais reais e vívidas - completas. Quem seria eu sem vocês? O que seria eu se não tivesse o desejo constante de conhecer as pessoas da minha vida, o mundo em que existo? A única forma de me conhecer é esta, a maneira que é mais natural e terapêutica, mas não menos desafiante.
Até chegar a este ponto de clareza interna, e, pelas minhas contas, às vossas caixas de entrada, sinto que tive não só de viver 27 anos de uma vida em toda a sua beleza e confusão, mas também de ser capaz de aceitar a dádiva da transição, o espanto da mudança que não premeditei, a possibilidade de tudo ser outra coisa que não aquilo que o meu olho alcança.
Uma vida é simplesmente demasiado tempo para não mudarmos. Pode até parecer curta quando sentimos o tempo a escassear-nos nas mãos, quando olhamos para os últimos anos e nos tentamos recordar do que fizemos e onde estivemos, como nos sentíamos e no que acreditávamos; especialmente com os anos passados durante a pandemia, a nossa relação com o tempo mudou, como se o nosso ponto de referência temporal estivesse distorcido. O meu pelo menos parece estar. Por outro lado, se pensar que tenho 50 anos ou mais por viver, percebo que tenho, à partida, uma vida inteira por desafiar; o que quero dizer é que do ponto de vista emocional e psicológico vamos ter sempre um longo caminho por percorrer (a menos que sejam monges budistas, nesse caso you’re all set!).
Mesmo os que saborearam já a passagem dos 50 ou 80 saberão da importância que uma nova aprendizagem, ou conhecimento sobre si mesmos pode ter. Atrevo-me a dizer que quanto mais velhos, mais próximos de compreendermos o real poder por detrás de tamanho privilégio. Vejo isso nos meus pais, nos pequenos gestos e nas conversas mais demoradas; por vezes, chego a vê-lo nas minhas avós, de forma mais discreta, mas não menos comovente. Vejo isso em mim.
Há, de facto, algo que muda com a idade. A euforia nublada dos primeiros anos da minha vida deu lugar a uma postura igualmente efusiva, mas distinta da anterior, talvez mais segura e familiar. A incompreensão e o sentimento de perda, ou injustiça não me deixam tão abalada como já deixaram, mas mais reservada e silenciosa no meu luto. Com a idade, o silêncio passou também a ter um papel ativo, preponderante até, e hoje sei que é vital para compreender o mundo de forma mais serena e audível. Especialmente num mundo feito de ruído, transformado em megafone ensurdecedor e polarizado, saber que posso sempre recolher e reduzir-me a um pequenino ponto invisível dá-me algum alento.
A verdade é que estamos todos a um passo de nos conhecermos melhor, de aceitarmos as falhas e os erros, os traumas, as personalidades difíceis, as qualidades e os talentos. Então, por que não o fazemos mais vezes? Porque o desconforto de nos distanciarmos do que somos e estarmos a meio caminho do que havemos de ser é real. Esse sentimento de dissociação é potente e, pelo menos a mim, faz-me sentir desconfortável, como se estivesse a renegar o que criei ao longo dos últimos anos, ou a fugir de mim mesma. Talvez o facto de ser obcecada com a ideia de mudança, com a sua inevitabilidade, também me faça sentir tudo com maior intensidade. O que sei é que decidir afastar-me, mesmo que inconscientemente de uma ideia de mim, é por vezes um castigo; obriga-me à distância forçada do que conheço e a situar-me num espaço ambíguo, de transição para algo que ainda não está definido.
Calculo que esta seja uma das razões pelas quais não o fazemos mais vezes, mesmo que seja normalmente recompensador e saudável para nós e para os que estão à nossa volta; é possivelmente dos exercícios mais exigentes e imprevisíveis.
Este lugar entre uma coisa e outra é aquele momento em que sentimos algo novo a crescer, mas sem controlo, ou certeza sobre o que pode acontecer. Estamos receptivos, abertos à possibilidade do que está por vir, uma folha em branco, mas igualmente receosos. Neste espaço há novidade, uma estrutura amorfa que nos oferece direção, profundidade e propósito, sobre os quais nos devemos deter.
Derivado do latim, a palavra “limen”, que significa “liminar” aponta para um ponto de transição. Nesse sentido, o espaço liminar surge enquanto conceito para descrever algo, que, a bem dizer, todos nós já devemos ter experienciado na nossa vida. O espaço liminar pode ser melhor descrito como uma mudança de espaços, em que nos deslocamos de um lugar para o outro, de uma coisa para outra. É, no fundo, um espaço entre o que é e o que acontecerá a seguir.
O termo existe desde o início do século XX e surgiu pela primeira vez em 1909 pelo etnógrafo e folclorista Arnold van Gennep no seu livro Ritos de Passagem, onde explorava rituais de transição em sociedades tradicionais de pequena escala. Com o tempo, as áreas da antropologia e psicologia passaram a incorporar este conceito nos seus estudos de desenvolvimento e crescimento pessoal; Carl Jung, por exemplo, usou a ‘liminaridade’ para descrever o momento específico no processo de individualização em que sabemos que não podemos voltar a ser quem éramos, mas ainda não sabemos bem no que nos estamos a tornar (os livros e filmes coming of age exploram normalmente estas temáticas). Anos mais tarde, em 1992, o antropologista Marc Augé chega ainda a descrever um conceito similar, o de não-lugar enquanto local de transição entre pontos da nossa realidade, no qual existimos de forma temporária; estes espaços não possuem significado suficiente para serem definidos, como é o caso do elevador, quarto de hotel, aeroporto, estação de comboio ou supermercado. Nestes “não-lugares” somos anónimos.
Por definição, um espaço liminar é um espaço de passagem e transformador, um intervalo entre duas realidades. Neste sentido, qualquer ponto ou estado que seja transitório também pode ser considerado liminar, seja ele físico (uma porta, uma ponte, um túnel), emocional (morte de alguém, separação) ou metafórico (como a tomada de decisão, ou mudança de opinião).
Estes espaços sempre me atraíram, algo ambíguos, vazios e nostálgicos. O meu pensamento encaminha-se imediatamente para exemplos físicos destes espaços, como as casas das avós, as escolas abandonadas, hotéis antigos que nunca foram terminados, cidades paradas no tempo, num passado mais recente, ou num mais distante. Coisas estáticas que preservam a memória de algo longínquo e que parecem estar sempre a um passo de resgatarem o passado. Mas além de tudo isto, estes espaços também me fazem sentir ligeiramente assustada.
O vazio pode ser empolgante à sua medida, quando mudamos de casa, por exemplo, ou quando temos uma folha em branco por preencher, mas quando o tempo passa sem que estes espaços sejam preenchidos é como se começassem a adquirir um traço tenebroso, abandonado, imperfeito.
O vazio é empolgante, mas também pode ser assustador.
Quando era pequena, o corredor da casa da minha avó sempre me fascinou. De dia, uma ponte para mil e uma divisões, da sala de costura à sala do órgão, do escritório do avô aos quartos espalhados pelo resto da casa; de noite, um caminho que temia fazer. Lembro-me de ter medo de ir à casa-de-banho sozinha, de ter de percorrer aquele espaço à noite. A casa da minha avó sempre foi velha, mas enigmática, cheia de memórias de pessoas que não conheci, de objetos e roupas antigas, de decoração inspirada pela vida no Congo e por objetos de cariz religioso que não ajudavam a que me sentisse mais à vontade. A memória desta casa ultrapassava-me e existir num espaço tão antigo assustava-me, especialmente à noite.
A madeira do chão do corredor era especialmente velha, e, além disso, tinha uma carpete muito extensa que parecia prolongar-se pelas divisões mais próximas. Numa das tardes passadas com a avó, recordo-me de nos ter mostrado que, por baixo da carpete, havia uma zona do corredor que tinha um pequeno buraco. Se espreitássemos o suficiente percebíamos que este corredor não era de fiar - a ideia de que podia ficar a meio do caminho e cair para a cave surgia sempre que pensava em passar pelas tábuas a estalar; além disso, os mitos lançados pela minha mãe para que não corrêssemos tanto pela casa e déssemos ainda mais trabalho à avó serviam de remate final e aconchego à ideia de que as noites por ali só podiam ser aterradoras.
A minha estratégia era óbvia - passar pelo corredor o mais rapidamente possível, mas numa velocidade controlada. O problema é que de noite o tempo parecia passar de outra forma, como se o único espaço vivo da casa fosse o corredor. As leis da física não se aplicavam, por muito que corresse a experiência era em slow-motion. É uma das muitas memórias que me diz que sempre tive um sentimento dúbio no que toca a espaços transitórios como este: “fico no quarto, num espaço que conheço, seguro, confortável, ou sigo pelo corredor “assombrado” que me leva ao pequeno-almoço de sábado feito com carinho pela avó?”
Pondo de parte a imaginação fértil de uma pessoa que não adora propriamente o género de terror, aquele corredor sempre foi apenas mais um ponto de ligação entre espaços, uma passagem obrigatória. Com o tempo vim a compreendê-lo, a deixar de ter tanto medo, se bem que se hoje me pedissem para passar uma noite sozinha naquela casa e passar por lá, não sei se o seria capaz de fazer. Talvez sim, mas tenho a certeza de que o sentimento de estranheza e nostalgia, de um certo terror, continuaria presente.
De um ponto de vista mental, tomarmos uma decisão na nossa vida implica passarmos por estes corredores. Exige que olhemos em frente e decidamos o que fazer quando não nos sentimos mais confortáveis no espaço que habitamos, ou melhor, quando sentimos que do outro lado há mais qualquer coisa para ser explorada, mesmo que incógnita. É verdade, a incerteza pode ser muito desconfortável, solitária, avassaladora, paralisante, emocionalmente exigente e mentalmente exaustiva, mas pode ser igualmente transformadora e valiosa, proporcionando-nos rasgos de criatividade, ou dar-nos energia para seguirmos em frente, evoluirmos e crescermos.
Decidir não ficar quando não nos identificamos mais é um ato de coragem e a nossa vida é feita de um enorme conjunto de espaços como estes, que aguardam a nossa escolha, uma capaz de definir dias, anos inteiros, relações, modos de ver e de vivermos as coisas.
O ato de viver representa, em si mesmo, um espaço liminar, um ponto de transição de um lugar para outro. Sabermos da importância que esses espaços têm é só mais uma das pequenas grandes coisas que podem ajudar-nos a olhar para o mundo, para as nossas decisões e para as pessoas que estão à nossa volta com maior compaixão e sinceridade.
Para mim, o desconforto com o espaço que se cria entre o que fui e o que vou ser é atenuado sempre que o aceito. De todas as vezes que o recusei é como se ficasse tragicamente contra a possibilidade de um novo eu; por outro lado, se acolher essa vontade, se a deixar ir, tomando conta dos meus pensamentos e ações, vejo que as coisas começam a tomar uma outra forma, diferente, mas harmoniosa. Tudo parece fluir melhor. Não há necessidade para tanta resistência.
Porque batalhamos tanto contra a nossa natureza?
Este conceito de liminal space, ou espaço liminar, não é recente, mas tem nos últimos anos adquirido uma nova forma e significado. Se pensarmos bem, passámos dois anos e meio a olhar para cidades despidas, quase abandonadas, aeroportos, centros comerciais, escolas. O poder destas imagens é a de uma visão estranhamente pós-apocalíptica: no fundo, é assim que o mundo se pareceria se não existíssemos. Se me perguntarem, digo-vos que olho para estas imagens com alguma confusão, mas com muita beleza, como se de uma espécie de artefactos do mundo em transição se tratassem.
A pandemia agiu, de certa forma, como trigger para várias mudanças de comportamento, muitas delas acompanhadas pelo surgimento de novas tendências (pensem no cottagecore, ou dark academia); o mesmo se passou com estas imagens, que passaram a fazer parte de um mood board online que vai beber diretamente ao conceito de espaço liminar.
No Twitter, Reddit e TikTok, descobrimos contas onde a partilha de imagens e vídeos que tentam capturar a sensação de estado transitório é constante. Estes espaços liminares são também agora uma estética na linguagem online, isto é, onde as pessoas com gostos ou ideias semelhantes partilham variantes da mesma estética. No entanto, a diferença em relação a outras sub-culturas e tendências é que os espaços liminares acabam por refletir muito do momentum atual - representam uma espécie de consolo enquanto atravessamos um momento de grande mudança.
Talvez por isso, séries como Severance tenham surgido, com uma estética que parece enfatizar este sentimento meio distópico de estranheza e familiaridade. Ainda não vi a série, mas vi algumas imagens e li este artigo, sobre a lenda urbana online “The Backrooms”, recentemente adquirida pela A24, que faz do espaço de transição uma coisa ainda mais assustadora que o corredor da casa da minha avó.
No início da pandemia lembro-me de ouvir o Slow Rush em loop.
Curiosamente, os artworks do último álbum dos Tame Impala, criados pelo Neil Krug, foram feitos a partir de espaços reais, na cidade fantasma de Kolmanskop, na Namíbia. O objetivo, de acordo com Krug, era o de criar um sentimento simultaneamente familiar e desconhecido, meio recordado, meio vivido: “When you look at these [artworks] I hope it just feels like a place in your mind - like it doesn’t exist but it does, or like you’ve been there before.” Todas as coisas se tocam. Se prestarmos atenção, cada novo dia é uma oportunidade para olharmos a fundo, reconhecer os espaços, sejam lugares ou não-lugares, sejam espaços temporários onde somos incógnitos, ou meros corredores em casa da avó que anunciam o teste de uma vida inteira. Do outro lado vai haver sempre algo mais à nossa espera.
Este sentimento de transitoriedade e ambiguidade é omnipresente, intenso e abstrato. Está em todo o lado; é uma ideia que vive na nossa cabeça enquanto agente de mudança: está no que vemos e ouvimos, no que vivemos e naquilo com que sonhamos. A arte é um reflexo de todas estas coisas, é a cápsula de um Homem em transformação, de um mundo que não faz questão de parar.
Ainda assim, a incapacidade que temos em definir um conceito de liminaridade também nos mostra que o sentimento que tentamos cristalizar é, também ele, fugaz. Este conceito e a sua materialização num discurso mais psicológico, ou o retrato através de uma linguagem visual e online, podem ser apenas maneiras de compreendermos um mundo como o de hoje, ultra-rápido que, embora receemos, tentamos abraçar.
Em última análise, pensar que a nossa vida é um conjunto de salas e que o crescimento só é possível quando transitamos por entre terras de ninguém pode ser uma boa forma de nos ajudar a desfrutar do desconforto que é estar no meio e não ser nada em concreto.
Às vezes também é bom sentir que sou um “não-eu” num “não-lugar”.
Agora que chego ao fim, penso que falar sobre estes espaços de transição pode até nem me ter aproximado muito de uma resposta, mas pelo menos voltou a relembrar-me que a nossa existência há-de ser sempre pautada pelo ritmo de um caminho que se faz à medida em que o formos testemunhando. E para isso basta um passo.
Aesthetics-Wiki, para efeitos de contexto.
The Most Quietly Radical Writer on Television, sobre a vida e escrita de Alice Birch em séries como Succesion, Normal People e Dead Ringers (ainda não vi esta última, mas quero).
So, Is Every Celebrity an Actor Now? A televisão portuguesa não escapa a esta receita e a nova série dos Morangos com Açúcar é só mais uma prova disso. É que o estatuto de celebridade é muito mais vago hoje em dia, o que permite que uma pessoa rotulada com esse título possa ser simultaneamente bem sucedida enquanto modelo, ator, apresentador, influenciador, escritor… you get the idea. “But this is just how acting works now. Celebrity roles in films are now simply savvy brand collabs that cross-pollinate fanbases. There’s no end to this. So if films are now produced by mixing and matching your favourite apps – TikTok, Spotify, Netflix – let’s keep pushing the envelope and asking for more. Give us Emma Chamberlain in a new Cruel Intentions, or Joe Rogan in an updated Mrs Doubtfire. I, for one, simply won’t rest until I get my Ice Spice Pretty Woman remake.”
O registo de um novo corte de cabelo e uma cortina de banho adequada ao meu gosto.
You have a new memory. Um ensaio sobre o estado da nossa condição atual e da relação umbilical com smartphones: “What do I mean when I say the internet is reading my mind? I don’t mean simply that it collects my data and observes patterns and interacts with me by reconfiguring that data in ways designed to engage me. I’m not talking only about targeted ads; as they have become increasingly sophisticated, my sense of failure when I succumb to them has morphed into something more like begrudging respect. You got me, internet. I bought those Instagram jogging pants. I am no different from every other playable bundle of synapses holding a phone.”
Porque é que o design dos anos 50 se tornou intemporal?
The Race to Breed a Better Potato Chip. Da otimização das batatas à corrida rumo à criação da melhor batata frita! “What makes a good potato chip? For starters, it should be crispy and satisfyingly crunchy, emerging from the bag fully intact without any shards. It should be perfectly golden, without any green spots or burnt edges. It should taste good, too. For a chip with these qualities, not just any potato will do. Spuds destined for chips, referred to as “chippers” in the industry, require different traits than the russets on your dinner table.”
Gen Z loves dupes. Is this bad news for luxury fashion brands?
A música que mais ouvi no último mês. E uma playlist criada pela Mónica com algumas das músicas desta newsletter! Isto se quiserem aceder à atmosfera que dá cor aos pensamentos que por aqui vou partilhando :))
Um vaso imperfeito da avó, um arranjo a combinar e o quadro de uma amiga. Pedaços de pessoas em cada objeto. Casa também é isto, não? Lembrarmo-nos das pessoas da nossa vida através dos espaços que habitamos.








